Equilíbrio: o desafio do profissional de hoje


Vivemos em um tempo de excessos. Sim, excessos em todos os sentidos. Nos excedemos em dormir pouco, em trabalhar muito, em correr muito, em comer em demasia, em comer de menos, em falar muito, em falar pouco, em julgar em excesso, em rotular o outro sem necessidade... e por aí vai.

O frenesi em que nos encontramos nos torna seres elétricos, com pouca paciência, com tolerância zero. Onde isto pode nos levar? Quais as consequências desta forma de vivermos?

Muitos já devem estar respondendo de antemão: ansiedade, estresse, hipertensão, altos índices de colesterol, triglicérides, etc. Será só isto? Esta são as manifestações físicas, com certeza. Para alguns mais que para outros. Mas e as alterações internas? Podem me questionar: que alterações internas, pois já falamos delas acima?? Respondo: estas são manifestações externas do que está acumulado internamente. Elas já são as respostas de nosso organismo ao que fizemos com ele por um longo tempo, e ele respondeu com estas manifestações físicas.

Já lhes digo que não tenho aqui a receita de bolo para que o sucesso ou a alta performance pessoal aconteça. O que tenho a lhes dizer é somente que possuo, sim, algumas coisas importantes a alertar para que se alcance esta alta performance ao mesmo tempo em que se preserva a saúde física, emocional e espiritual, o tripé da longevidade sadia.

A frase do momento é ‘alta performance’! Para alcançar esta alta performance enquanto profissional, ter sucesso, alcançar fama e dinheiro, seu esforço é permanente, esgotante, muitas vezes. Podem me dizer: mas não inventaram, ainda, outra fórmula para alcançar um lugar ao sol no mundo corporativo, ou para que as equipes sejam competentes!

Será?!

Falar sobre a capacidade de alta performance física seria redundância, pois creio que a maioria sabe que para que se tenha boa saúde física é preciso cuidar do corpo. Ponto. Neste quesito se coloca uma atividade física regular, lazer com pessoas que gosto, tempo disponível para uma boa noite de sono, de relaxamento. Isto para citar apenas alguns itens de cuidado físico.

A saúde emocional passa por conhecer suas próprias emoções e quando e o motivo pelo qual elas afloram. Outro grande detalhe é saber qual o impacto físico de determinadas emoções, ou seja, qual o órgão físico que uma emoção mal canalizada afeta e prejudica. Lembro aqui que não é em uma única manifestação de determinada emoção que haverá prejuízo em meu físico. Para haver algum dano, tudo o que se faz sempre, sempre, por um bom tempo é que danifica meu corpo físico. Mas, ‘saber que’ é diferente de ‘saber como’ isto se processa em minha vida.

A grande questão do momento, e que já circula em vários artigos, é a dualidade. O que vale mesmo é o que eu penso, eu sinto, eu vejo, eu interpreto. A percepção do outro não é correta, não me interessa. Na minha avaliação, na minha visão de mundo. A dualidade está onde você está. Esta situação gera mais e mais ansiedade, pois, muitas vezes, percebe-se que a ‘minha visão de mundo’ tem ‘defeitos’, mas, mesmo assim, insisto em ‘ser o certo’ diante dos outros. Esta atitude gera, novamente, ansiedade, estresse que me levam a males físicos. E a empatia? Zero.

Este fato, a dualidade, nos leva ao efeito sombra. O que é o efeito sombra? A nossa sombra se esconde na vergonha, nos becos escuros, nas passagens secretas e nos sótãos fantas