O que o homem mais feliz do mundo fala sobre a felicidade


Aqui está o seu melhor conselho sobre a felicidade: pare de pensar “eu, eu, eu”!

Matthieu Ricard, o homem mais feliz do mundo!

Quem é o homem mais feliz do mundo? Se você pesquisar no Google o nome “Matthieu Ricard” vai aparecer isso aqui…

Matthieu Ricard, nascido em 1946, é um monge budista tibetano francês e é considerado por alguns pesquisadores “o homem mais feliz do mundo!”

Isso aconteceu porque ele participou de um estudo cerebral durante 12 anos sobre meditação e compaixão liderado por um neurocientista da Universidade de Wisconsin, Richard Davidson (fundador do healthy minds), que estuda a felicidade humana. Dr. Richard Davidson é também amigo pessoal da S.s o 14° Dalai Lama.

Dr. Davidson conectou a cabeça de Ricard com 256 sensores e descobriu que quando Ricard meditava sobre a compaixão, sua mente era excepcionalmente leve e seu cérebro comportava- se diferente da maioria das pessoas.

Porque esses exames surpreendem tanto?

Os exames mostram que, ao meditar sobre a compaixão, o cérebro de Ricard produz um nível de ondas gama – aqueles ligados à consciência, a atenção, ao aprendizado e a memória – nunca antes relatados na literatura sobre neurociência, disse Davidson.

As varreduras também mostraram atividade excessiva no córtex pré-frontal esquerdo do cérebro em comparação com a contraparte direita, permitindo-lhe uma capacidade descomunalmente grande para a felicidade e uma propensão bem reduzida para a negatividade.

Ele falou com Business Insider no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Ele comentou que o título de homem mais feliz do mundo é mesmo um exagero.

“Aqui está o seu melhor conselho sobre a felicidade: pare de pensar “eu, eu, eu”, egoísmo faz mal à alma”.

Para Ricard, a resposta resume-se ao altruísmo. A razão é que, pensar unicamente sobre sua vida, seu próprio umbigo e seus problemas sem jamais pensar em nós, é um hábito que gera a infelicidade humana e a depressão. Para si e para o mundo a nossa volta.

“Não é para parecer ser o bonzinho para todo mundo. É simplesmente porque eu, eu, eu, o dia todo, é muito abafado, e é muito miserável e porque você acaba desumanizando o mundo lá fora e pensa no mundo inteiro como uma ameaça ou como se todos lá fora tivessem um desejo de te prejudicar ou fazer mal”.

Se você quer ser feliz, Ricard diz que você deve esforçar-se para ser “benevolente”, que não só vai fazer você se sentir melhor, mas também fazer outros como você mais.

Nós, nós, nós… é bem melhor, mas com limites.