Decidir é romper, é correr o risco

March 13, 2018

 

Tenho comigo que uma das especialidades que tenho que mais desenvolver em mim é a curiosidade. Porque só a curiosidade nos desperta para o aprendizado e nos qualifica para a segurança em si mesmo.

A curiosidade vem com a vontade de desvendar algo ainda desconhecido, para o qual é preciso estar alerta, presente, ser parte integrante do sistema, colocar-me diante de uma realidade que não fui eu que criei, mas da qual eu faço parte e, por isso, tenho que contribuir para que ela seja a melhor coisa que fazemos.

 

Nos meus estudos de PNL aprendo que ela aguça a curiosidade, porque convoca a nossa imaginação, a intuição, a capacidade de comparar, de dissociar, de associar, de buscar a razão de ser, de flexibilizar, de entender que não existe fracasso, de entender que se soubermos utilizar os recursos que temos, ou que potencialmente temos, tudo é possível para nós.

 

O que seria da minha criatividade sem a curiosidade que me torna inconstante, impaciente, e que me impulsiona a acrescentar a esse mundo algo descoberto por mim, algo do qual eu seja a protagonista.

Orientar jovens e não tão jovens para o futuro profissional exige de mim segurança, competência profissional e generosidade. Se eu não me esforçar para estar à altura da tarefa à qual me determinei, acho que sempre estará faltando algo para mim. Sempre fui assim com qualquer coisa que eu tenha decidido fazer na vida.

 

Quando decidi me dedicar ao coaching vocacional, senti um pouco de medo, porque achei que estaria perdendo um pouco da minha comodidade, o que muitos chamam de “zona de conforto”.

Devo esclarecer que venho de uma profissão na qual eu me utilizo de fatos, argumentos e fundamentos, para provar que as minhas razões são sempre o melhor para a defesa dos interesses de outras pessoas.

Durante longos anos, como advogada, tive a sensação de que reprimia o que sempre defendi para mim mesma durante toda a minha vida, que é a minha liberdade. Quantas noites mal dormidas porque tinha que confrontar, provar que o interesse que eu defendia fora violado, muitas vezes com a convicção de que a “verdade real” não é sinônimo de “verdade absoluta”.

Mas, para meu conforto sobre o tema liberdade, busquei os ensinamentos do mestre Paulo Freire, e aprendi que “não se tem liberdade sem risco”.

 

Afinal, seguir adiante será enfrentar a tarefa de orientar jovens decididos ou não decididos quanto ao futuro e aproveitar para eliminar da mente deles a idéia de que o futuro é incerto. O futuro está aí, na nossa frente, temos que ter esta convicção, para seguir adiante.

Tenho grandes aspirações com o coaching vocacional: incutir na mente dos jovens a ética, o prazer da pesquisa, a necessidade de respeitar o outro e, de minha parte, terei que respeitar o conhecimento dos decididos e não decididos. Nesse ponto sinto um conforto triunfal, ao saber que sempre convivi com a ética, com o respeito e com a busca de conhecimento.

 

O meu envolvimento com o coaching vocacional é feito com alegria e esperança no futuro dos jovens que, pelas razões do cotidiano, por algum instante se sentiram desesperançados. Quero contribuir para o futuro deles, ajudando-os a organizar a mente, ampliar o seu mapa, dando-lhes a segurança de que o que é possível para o mundo é possível para eles, incutindo na mente deles que a energia flui para onde a atenção deles está e que isso se chama foco.

 

Dia desses estive com eles, aprendendo a produzir games. É incrível a capacidade que eles têm de transformar em jogo o imaginário. Ou será o imaginário em jogo?

 

E nessa brincadeira séria, quem mais aprende sou eu!

 

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